A diferença central é uma só: no financiamento o banco paga o bem, você recebe na hora e devolve com juros; no consórcio não há juros, você paga taxa de administração e espera a contemplação. Tudo o mais decorre disso.
Lado a lado — faixas de mercado
- Juros
- Consórcio: não tem. Financiamento: de 8% a 12% ao ano
- Taxa de administração
- Consórcio: sim, de 15% a 20% no total. Financiamento: não, já embutida nos juros
- Entrada obrigatória
- Consórcio: não. Financiamento: sim, geralmente de 20% a 30%
- Recebimento do bem
- Consórcio: após a contemplação, por sorteio ou lance. Financiamento: imediato
- Custo total estimado
- Consórcio: valor do bem + 15% a 20%. Financiamento: valor do bem + 60% a 120%
Em resumo
Se você precisa do bem agora, o financiamento resolve — e o custo dos juros é o preço dessa pressa. Se você tem planejamento de médio a longo prazo e quer pagar menos no total, o consórcio costuma ser o caminho. Não existe resposta única: existe a sua situação.
A conta que quase ninguém faz
O que você paga de aluguel enquanto espera a contemplação. Num plano longo, esse valor pode comer boa parte da economia de juros. Se você paga aluguel alto hoje, traga esse número para a conversa — ele muda a recomendação, e às vezes muda para o lado do financiamento.
Percentuais citados são referências de mercado para comparação, não condições ofertadas pela HCI. Texto educativo sobre o funcionamento geral do consórcio, regido pela Lei nº 11.795/2008. Não substitui o contrato de adesão do seu grupo, onde constam taxa de administração, fundo de reserva, seguro, índice de reajuste e as regras de lance e de desistência. A contemplação depende de sorteio ou lance em assembleia e não tem data garantida. A administração dos grupos é feita por administradoras autorizadas e fiscalizadas pelo Banco Central do Brasil; a HCI atua como consultoria.
